18/06/2011

Uma resposta à intolerância.

Num momento absolutamente insólito, esta semana tive o desprazer e a surpresa de sofrer uma forte agressão pública emitida por um professor a respeito de uma ou de algumas opiniões que emiti neste Blog. Num ato pleno de fúria e ira o tal professor me nomeou de “demônio, libidinoso, promíscuo, irresponsável, inimigo da educação, inimigo da humanidade”...e outras coisas que não me lembro mais. Tudo por causa do post a respeito da união estável, que está abaixo.


Pois bem, diante do constrangimento causado por ele, sinto-me com vontade de responder através do blog, uma vez que percebi, que mesmo sem me conhecer, ele resolveu investigar a minha vida (tomara que ele não faça disso a principal missão da existência dele, o que será uma inutilidade para a humanidade)

Caro professor,

Diante do seu ato, bastante tresloucado, num primeiro momento pensei em me redimir perante aqueles que possivelmente sentiram-se ofendidos com a opinião expressada. Mas seria justa essa retratação? A possibilidade da solicitação de indulgência ( uso esse termo porque me lembrei da inquisição) não estaria colaborando para o cerceamento da livre expressão? Não seria mais bacana abrir uma discussão sobre posicionamentos e expressões de pensamento?

O que está escrito ofendeu? Ok! Estamos aqui para ser criticados também (com civilidade). Nem tudo o que se escreve precisa ser louvado. É muito importante que o amadurecimento de uma pessoa também aconteça através da reprovação. Creio que isso seja saudável. Não me furtarei a isso.

Professor, a maneira como você se expressou usando de uma agressividade visivelmente descontrolada me fez questionar se você reage dessa maneira também quando vê o que nossos políticos fazem com o Brasil. Ou será que faz parte dessa massa que prefere ver os políticos como se apresentam durante a campanha (bonitinhos e certinhos) e ignorar tudo o que fazem após assumirem seus cargos? A pobreza de muitos brasileiros te incomoda? Se sim, então grite por eles. É isso que faço como educador: preocupo-me com a melhora da qualidade de vida das populações menos favorecidas.

E o fato de ser Educador (com muito orgulho) não me obriga a me prender ao duro e amargo sabor do radicalismo. Nem me obriga à coerência. A coerência é um valor questionável. Antes de ser educador, pertenço a imensa família humana, portanto, passível de livre expressão, e de criar elos com qualquer corrente de idéias ou atos. E sou responsável por eles.

Assim sendo, o farto de ser um indivíduo inserido no mundo, me habilita para a interação com tudo o que eu escolher e com o que for possível. Nada me obriga a coerência. Posso ser muito ou pouco, tudo ou nada. O poder de escolha me permite isso. Não preciso ser escravo de alguma idéia, seita ou condição.

Bem vindo á diversidade, professor. Sim, o mundo é diverso. Religiões, raças, animais, plantas, opiniões e posicionamentos diferenciados existem. Sua turma na sala de aula é diversa. Ou você acha que todos a sua frente possuem um padrão instituído? Ou acredita que acabará por doutriná-los? Preocupa-me, sinceramente, a forma como realiza seu trabalho. Ainda mais sendo professor de Filosofia. Como você se relaciona com a diversidade de posicionamentos dentro dessa disciplina? Reserva-se ao direito de omitir a citação de determinados filósofos? Os exclui do currículo? Condena? Te assustam as obras de Merleau-Ponty¹, de Bertrand Russel², de Platão talvez? Já se deu ao trabalho de lê-los profundamente? Poderia ler pelo menos Fernando Pessoa, quando, no Livro dos Viajantes ele cita: "o que você vê, não é o que você vê,  senão o que você é."

Talvez seja esse seu medo: ter que encarar e aceitar toda essa diversidade que de alguma forma, te ameace. Não sei por que, pois não conheço sua vida.

Talvez faça bem a você despir-se desse excesso de moralismo. Abra-se para se relacionar com o mudo que existe. Não se enclausure no excesso de cobrança e permita-se ouvir o doce som da vida. Isso faz bem. Se mudar suas lentes, poderá enxergar a beleza que existe nas pessoas e coisas diferentes, e isso poderá lhe trazer um pouco mais de felicidade e principalmente mais leveza. Se não puder aceitar tudo isso, pelo menos entenda que existem homens mulheres, negros, mestiços, homossexuais, anões e que todos, absolutamente todos, tem o direito de se expressar livremente sem uso de violência de qualquer natureza.

E finalmente: esse blog também tem coisas bem bacanas. Não é necessário condenar tudo ou condenar o seu proprietário pelas suas idéias. E ademais, lê o blog quem quiser. Quem não gostar, é só não acessar mais.



¹ Na obra “Humanismo e Terror” criticou duramente o que considerava "hipocrisia ocidental".

² Russell propôs, em sua autobiografia , um "código de conduta" liberal baseado em dez princípios, à maneira do decálogo cristão.

22/05/2011

ODE AOS URUBUS

O Urubu é comumente conhecido como aquele animal que se alimenta de restos em putrefação. Normalmente deixado por outros animais que já enjoaram da degustação do quitute.
Então:  Um VIVA aos urubus humanóides. Aqueles que torcem para que você se despedace nos confrontos vitais do cotidiano.  O prazer deles estará em degustarem aquilo que sobrou  e está em deterioração. Eles mesmos não conseguem se aventurar ou se arriscar em frentes diferentes. Ficam apenas aproveitando as correntes de ar quentes para se equilibrarem e observarem tudo de um ângulo que lhes permita o ataque fácil (nem nisso se esforçam).
Estão sempre a espreita torcendo pelo desastre alheio. Assim poderão se alimentar e sobreviver.
São na verdade os faxineiros da humanidade. Tem seu valor. Não podem ser dispensados.
A felicidade das póstumas vítimas desses animais é que eles estão condenados a viver sempre assim: do resto do que os outros já foram. Nunca terão brilho. Sempre estarão na sua indumentária preta sem graça.
Talvez eles sonhem em ser Pavões. Mas não vai dar. A natureza não ajudou esses pobres coitados.
Um Viva aos urubus: coitados, solitários, pretos, pescoço pelado e comendo aquilo que um dia já foi o que eles nunca serão.

(este texto não possui a mínima relação com o Flamengo e seus torcedores: que fique bem claro!)

15/05/2011

Pelo Direito da União não estável

Louvo imensamente a conquista do direito à união estável homoafetiva ( nome chique pro casamento gay) aprovada nos últimos dias por nossas instâncias judiciais superiores. Acredito que a consolidação desse tipo de determinação garantirá, mesmo que lentamente,  os Direitos dos diferentes do que se considera padrão.
O que não entendo é essa correria da bicharada  pra cartório pra poder oficializar a união. Se buscarem a informação correta verão que isto não é necessário. União Estável, denominação criada para designar justamente quem não registra nada em cartório. ô bicharada burra.
Além do mais, por que correr e se casar se a luta é pelo respeito as diferenças? Luta-se pelo direito de ser e fazer diferente, e derrepente corre-se para ser IGUAL a todo mundo?   nãnaninanã!!!
Da minha parte quero meu direito a união não estável  Quero o meu direito de namorar quem eu quiser, quando eu quiser (e quando me quiserem também...rsrs..) sem ter que levar apelido de "galinha", "gavião"  ou outra coisa parecida. Quero ser "poli" em tudo: amor - gamia - namoro...etc....Sem imprimir obrigação a nenhuma das partes, sejam elas quantas forem.
Por quê União Estável? Por quê tudo tem que ser  linear, se afinal, nada nesse mundo o é? Quero meu direito as curvas da vida, aos altos e baixos. A monotonia (assim como a monogamia) me deprime.
No momento, não estou com  vocação para Bela Adormecida que espera seu príncipe e sonha em viver feliz para sempre o resto da vida. Quero ser feliz para o resto da minha vida várias vezes, quantas forem possível. Quero namorar muito, preferencialmente pessoas bem diferentes e assim manifestar meu respeito à diversidade (...rsrs..).
E aqueles que se aproximam com a intenção da tal "união estável" fica o aviso: no momento o que tenho a oferecer é a naturalidade da vida assim como ela se manifesta. Instável, insegura, sujeita a ventos, tempestades e calmarias.

E não esperem radicalidade nessa opinião. Ela também não é estável.
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30/04/2011

Hoje no caminho de casa

Paisagem bucólica, em Rio Bonito (a caminho de casa). Pra encerrar o dia foi lindo.

Um momento de inveja da felicidade alheia.

Por um momento fiquei com inveja da alegria desse cara.

Estaria ele preocupado com a volta do Delúbio para o PT?
Incomodaria a ele o fato de ter uma promotora que recebia mensalão, solta se fazendo de louca?
Será que o risco de aumento da inflação preocupa?
A Jaqueline Roriz andar livre por aí perturba a vida dele?
E por que ele está usando uma camisa com as cores do Brasil?


Talves ele esteja apenas reagindo a tudo da única maneira que aprendeu. Ou melhor, da maneira que a maioria dos brasileiros aprendeu: "Vou me divertir, e foda-se o resto!"

Fato é que por um momento senti mesmo inveja dele. Poder fazer algo sem me preocupar se alguém tá julgando ou não. As pessoas ao redor olhavam e se divertiam. Aparentemente ninguém o conhecia. E ele lá: bebendo e se divertindo.
Me ocorreu que outros poderiam estar pensando o mesmo que eu. Será?

17/04/2011

Saquarema, RJ - Brasil.
Ficar em casa, que nada!
Sair  e aproveitar o que está acessível. Hoje uma boa surpresa há 34 km de casa. Já tendo ouvido falar muito, mas sem conhecer, me "joguei" pra Saquarema.  Recomendo a quem quiser e puder ir. Simplicidade, beleza e charme. 
É o tipo de lugar pra se conhecer antes do tsunami de 2012 (...lol).
Sempre soube que era paraíso de surfistas. E realmente, eles invadem a praia dando um astral melhor ainda ao lugar.

(e tem mais: os bares e restaurates não exploram nos preços.)

01/04/2011

Pensamento Leviano

O sucesso de Luan Santana, Michel Teló, Restart, e afins confirmam que as adolescentes manifestam suas preferências a partir das necessidades daas suas vaginas.

Exercício de Gratidão

  Hoje agradeço comida no prato. é confortável poder se alimentar com segurança.  Foi um dia de ação. De aprendizagem sobre relação com as p...