19/06/2008

No escurinho, em Palmas, Tocantins.

Cada profissão tem seus fatos inusitados. Sempre pode acontecer com qualquer um algo que absolutamente nunca se pensou em estar no script.
Estando eu em Palmas, Tocantins, falando para um grupo de aproximadamente 50 professores, a noite quando falta energia elétrica na sala. Havia começado a palestra cerca de 10 minutos. Achando que fosse algo rápido fiz abrincadeirinha: "alguém tem aí um vinho, uma vela? poderíamos fazer algo mais íntimo?.....e por aí foi. Acontece que a luz não voltava e o estoque de brincadirinhas acabava...e aí? Fui salvo por um professor que gritou: "fala no escuro mesmo. a gente quer ouvir". Ufa. Lá fui falando, falando, até que alguém descobriu que em outra sala do colégio havia luz. Mudamos pra lá. Com cinco minutos de trabalho.....scabrummmm...sai a luz inteira da escola. Como eu já tinha o aval do professor para continuar a falar, não parei. Pedi apenas que todos abrissem seus celulares para dar um pouco de luz, o que foi frustrante pois as luzes dos aparelhos se apagam rapidinho.....e assim foi durante quase quarenta minutos. Falando no escuro, e além de ficar sem luz não tinha também o ar condicionado que naquela terra é algo trivial devido às temperaturas locais.
Terminando os trabalhos, já com energia elétrica reestabelecida, só restou fazer a brincadeirinha: "gente, isso tudo foi proposital, pois queríamos ver se vocês estavam interessados mesmo no assunto e no consultor. Caso tenham gostado mesmo sem luz e sem ar condicionado, significa que o consultor está aprovado para atender a escola"....todos riram mas ninguém falou que sim nem que não. E eu estou sem saber se gostaram mesmo ou não.

Ademais, também valeu ter comido um tal de Tucunaré, um peixe gigante daquela região, às margens do Rio Tocantins.