06/02/2012

UMA GRIPE, UMA PARADA

E eis que pela primeira vez em minha história profissional me permiti parar o trabalho por causa de uma gripe. Tá certo que  não era uma gripe qualquer: houve febre, muitas dores no corpo e micos como no colégio de Itaguaí em que eu falava com professores e me perguntaram seguidamente se queria que chamasse ou ligasse para alguém porque viam meu estado. Lá me ofereceram lenços de papel aos montes, pois eu suava muito, faltava o ar e era transparente o estado  de "quase desmaio" (esta última expressão é por minha conta pra dar mais dramaticidade a história).
Fato é que o médico falou que eu estava beirando uma pneumonia. Ohhhhhh!!! Susto. Nebulização, remédios e repouso......Acrescente-se a isso minhas receitas pessoais para melhorar: canja de galinha, chá de gengibre com hortelã ( adoro) e xarope Bronquivita ( está em falta no mercado e tomei um expectorante a base de Guaco).
Estou de pé de novo e não pronto pra outra que eu não estou afim de me adoentar de novo.
Brincadeiras a parte, importante lembrar de vez em quando do mais óbvio: do cuidado com nós mesmos. Minha educação germanico-cristã me impeliu sempre para superar minhas dificuldades, mas não me ensinou o auto cuidado. Dois dias de repouso e pude perceber o quanto foi bom para poder continuar  na ativa. Se não o tivesse feito, estaria aqui com resquícios da famigerada influenza e reclamando de como a vida é cruel.
A lição que fica no resumo da ópera: pense sempre nos outros, mas cuide de si primeiro. A princípio muitos podem reclamar por causa da interrrupção dos trabalhos, ter que reprogramar tudo. Mas é preciso lembrar que se você desaparecer por causa de algo mal cuidado como uma gripe, não exitarão em chamar outro e colocar rapidinho no seu lugar. Sendo assim, fica uma das lições mais clichês que se pode ter: primeiro eu! E quando eu estiver bem, cuidarei de vocês.

05/02/2012

da série: Pensamentos aleatórios

Coisa complicada é querer entender o amor.
Acho que começo a concordar com os poetas que dizem que ele acontece e se sente. Pronto. Assim...
do tipo "fogo que arde, sem se ver"..e por aí vai. Não sei, confesso que nunca entendi. Mas acho que já senti.
As vezes penso que quem viveu um grande amor cria barreiras para não viver outro. Outras vezes penso que a intensidade é tanta que se acaba por esperar um sempre maior. E vai ficando mais difícil encontrar.


De tão bom que foi ficamos a comparar os outros. Tá certo isso?
Amor tem tempo? Muito ou pouco?
É merecimento? Ou abertura?
 Amor exige luta, ou vem naturalmente? ou os dois?


Será possível ser feliz em saber-se amado mesmo quado não há encontro de corpos? Talvez console, mas não é tudo.


Muita pergunta pra pouca resposta.