12/05/2013

HISTÓRIA DE UMA XÍCARA



Quem visita minha casa, em qualquer uma das que morei, sempre verá em destaque na minha estante esta xícara entre os objetos que tenho muito apreço.
Pertencia  a
minha mãe e certa vez ela me contou que a deu de presente  para a mãe dela. Quando do falecimento de minha vó Maria Luísa, meu avô Thomaz Baumgärtner a devolveu para que minha tivesse uma lembrança da mãe dela. Tudo isso, antes mesmo  de eu nascer.
Quando minha mãe partiu, em 1993, uma das poucas coisas que eu quis foi a XÍCARA.  Elegi com o símbolo pelo qual sempre lembraria de  minha mãe. É uma xícara que tem história, sentimento e marca relações de  afetividade. Para mim é sagrada. Ninguém toca: só eu posso pegar para limpar. Sempre que faço uma mudança, ela vai em embalagem especial.
Nem sei se meus irmãos lembram dela ( da xícara),  ou se conheciam sua história, ou se sabem que estou com ela.  Fato é que está aqui. Lembrando daquela mulher severa, carinhosa, silenciosa,  irônica, decidida e dedicada, moldada pelas dificuldades de uma vida de colônia, criando sete filhos (tendo perdido dois, como era comum naquela época).
Frieda Erthal sempre será uma referência pra mim.
Feliz Dia das Mães.

18/03/2013

O Poder de Um Livro


Era 1978, cursando a 7ª série do Ginásio ( era assim que se chamava na época).  Perto de completar 14 anos. Maria Cristina Schmidt,  uma colega de turma que adorava apresentar novidades para a turma. Era filha de ex-prefeito , empresário rico e pessoa muito respeitada na cidade, Sr. Ladislau Schmidt. Devido a essa posição econômica, Cristina sempre tinha acesso em primeira mão a novidades  que demoravam meses para chegar a Guabiruba. Para os padrões locais Cristina era bem “avançadinha”, cheia de iniciativa e pouquíssimo se preocupava com que as pessoas achavam disso. Talvez esse seja um dos pontos que nos manteve tão unidos durante aquela época. Apresentava ao grupo novidades inusitadas, do tipo:

                - Descobri umas músicas legais demais (falava de Sá e Guarabira, e trouxe o disco  para ouvirmos na eletrola da escola).

Em outra ocasião trouxe um disco, em que afirmava estarem as músicas ideais para nossa festa de formatura: apresentava Simon e Garfunkel.

E assim seguia, impressionada com as novidades, queria contagiar todos.

                Certo dia ela chega:

                - Nossa, acabei de ler um livro muito bom.

                - Qual?

                - Fernão Capello Gaivota!

Resumidamente passou para todos ao seu redor um resumo do que a obra oferecia. Me emprestou o livro e li em dois dias.  De tão impressionado reli alguns  trechos várias vezes.

A mim, parecia ter encontrado confirmação de pensamentos que ainda pareciam obscuros, nebulosos. Passei a admirar Fernão.

Na época o livro foi um Best-seller em várias regiões do mundo. O autor. Richard Bach havia virado celebridade internacional.

Nunca consegui entender se meu pensamento se ampliou por causa do livro, ou se  apenas confirmara algo que já estava em gestação. Fato é que a história nunca mais me largou. Pautei várias fases da minha vida em semelhança com o livro.

Fernão Capello não queria se render as regras sem sentido, procurando sempre novas possibilidades. Acho que isso ainda se mantém. Extremamente avesso a tudo que é imposto sem razão benéfica ao coletivo.

Por vezes penso: e se Cristina não tivesse apresentado o livro? Não tenho resposta.

Não tenho mais notícias de Cristina. Soube que casou com Gilmar, ex-viciado em maconha, filho do Seu Geraldo e Dona Landa. Mas agradeço, de toda forma,  aquela amizade de 4 anos.

Hoje poderia se afirmar que o livro não passava de um impresso de auto ajuda.  Bobagem. Mal o livro não fez.  Como todo bom livro, mostrou o seu poder.

03/02/2013

O dia hoje não foi um dos mais fáceis.
Saindo de casa 4h da manhã, dirigir 220k para a escola de destino. Quatro palestras para pais de alunos, pela manhã e a tarde. Na hora de voltar Ponte Rio-Niterói engarrafada. Chegada em casa23h.
E o calor?
A casa continua com muito trabalho pra fazer por causa da enxurrada de ontem ( sexta, 1/2/2013). Aida muita coisa suja, lama, detritos, A pisicina continua semelhante a um pântano californiano.
Trabalho para o Domingo.

No corpo e na cabeça muito cansaço.
Necessidade de rever valores e objetivos.
Necessidade de rever o que vale  e o que não vale.

Clima pesado. Pessoas difíceis.