28/07/2006

Puxa Paulo (Bomba), achei que estava sendo romântico.

27/07/2006

Tem uma música antiga e bem brega que dizia assim:
"mas tudo passa, tudo passará...."

Efeito Lagarto

Certos dias terminam levando com eles pedaços da gente. Nada como uma boa noite de sono para refazer o que foi perdido.


Aleatório:
Não são somente acontecimentos que despertam certas emoções. A falta de alguns podem despertar emoções mais fortes ainda.

26/07/2006

As cotas e o preconceito de Lula

Em campanha, Lula disse que as pessoas condenam as cotas de ingresso na unversidade porque têm preconceito contra pobres e negros. Mas eu acho que ele tem uma visão preconceituosa – um preconceito pouco estudado, sobre o qual não é politicamente correto falar, mas que é real e envolve uma visão distorcida dos mais pobres diante das conquistas dos cidadãos de classe média. O discurso de Lula dá a entender que as pessoas que estão nas universidades públicas, hoje, garantiram seu lugar porque têm a pele branca e/ou pai rico – como se não fosse preciso fazer muita força para garantir um bom lugar na USP ou na UFRJ, como sabe todo integrante de seu governo que tem curso superior. O ingresso numa faculdade pública não é um presente para filhinhos de papai nem uma garantia oferecida pela desigualdade social, mas uma vitória pessoal e um investimento familiar que exige esforço, sacrifício, dedicação – e que, na grande maioria das vezes, termina em fracasso. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a imensa maioria dos estudantes brancos e ricos das melhores escolas privadas do país não consegue entrar em boas escolas públicas e acaba batendo às portas das faculdades pagas. Ou seja: aí também temos pré-conceito.
(Paulo Moreira Leite)

25/07/2006

Comunico a todos que vou fundar uma ong: "Salve a Boca do Ivo".
Ela será mantida a base de doações para cobrir uma despesa de R$ 2.400,oo que o plano dentário não cobre. Tudo culpa do meu bruxismo.
Quem quiser colaborar é só mandar um e-mail que eu informo o número da conta.
Final de tarde é fogo. Calor. Sem nada de importante pra fazer. Lendo noticiários pela internet....pensando na morte da bezerra...Tenho dentista daqui a pouco (uuiiiiii).

22/07/2006

esclarecendo

Quando num dos post anteriores fiz a comparação entre profissionais da saúde e professores não quis ser grosseiro. Mas é isso mesmo que acho. Profissionais de saúde estão constantemente buscando atualização de novidades e na medida do possível incorporam-as ao seu trabalho. Assim satisfazem sua clientela e consequente ganham mais dinheiro. Professores são uma das raras categorias que conheço que insiste em ser avessa às atualizações. Não generalizando, mas a maciça maioria mantém métodos de trabalho referendados na sua própria educação. Atenção: pesquisa e tecnologia estão a nossa disposição. Questiono se aqueles que resistem na incorporaçãodas novidades (que obviamente provocam mudanças) estão pensando de fato na sua clientela. Sim, não se assustem: aluno é cliente sim! Estamos aqui falando do universo das escolas privadas. Ser cliente não significa que ele terá razão, mas sim que ele merece um serviço de qualidade com profissionais igualmente qualificados. Desculpem-me os ofendidos.
E, por favor, não se acanhem de postar as críticas no blog. Não precisa esperar encontrar-me por aí para sair apontando o dedo e falar do que leu. A não ser que seja muito difícil, por falta de domínio da informática, fazer um comentário. Está na hora de uma atualização coração.

21/07/2006

Sou um sujeito cheio de recantos
Os desvãos me constam
Tem hora leio avencas
Tem hora, Proust
Ouço aves e Beethovens
Gosto de bola sete e Charles Chaplin
O dia vai morrer em mim.

(Manoel de Barros - Poema sobre o poeta)
Hoje pela manhã acordei com uma supervontade de escrever sobre uma história bem interessante. Saí para uma palestra, contatos com diretores, com professores, correrria, almoço (Pizza do Homem-Pizza), volto pra Editora...ufa....
estou sem vontade de eescrever sobre uma história bem interessante.

20/07/2006


Publicação feita por puro exibicionismo.

Reflexões de um momento de ociosidade

Acho que tá no hora de escrever um livro.

Sinto que preciso voltar a estudar. Não me aguento parado só agindo. Tô doido pra me amarrar na academia de novo.

Se voltar a estudar vou na direção do mestrado. Desejo do momento e quase sonho impossível: fazer o mestrado na USP.

Não se lê um livro para fazer reflexão. O que provoca a reflexão é a prática. O livro pode balisar sua reflexão.

Invejo os profissionais da saúde (médicos, dentistas...etc...): quando estudam, debruçam-se sobre objetos concretos e palpáveis, como por exemplo, formas de restaurar um fígado danificado ou, como diminuir a dor de um paciente com neoplasia maligna bucal (essa foi em homenagem a um amigo), ou ainda causas possíveis da degeneração cerebral, e assim por diante. No mundo educacional observa-se muita divagação. E o pior: uma resistência profunda à atualização. Muitos profissionais insistem em manter como modelo de ensino aquele vivenciado por eles mesmos na infância. Ora, imagine um dentista de 40 anos extraindo um dente da mesma forma que foi tirado um dele quando ele teve 6 anos. Seria declarar sua falência. No entanto, nas escolas observamos, e não com pouca frequência, professores trabalhando com alunos de forma arcaica e com referências ultrapassadas e relidas. Se não possui disposição para ser um pesquisador que pelo menos atualize-se. Não faça das crianças suas vítimas, ou reféns da sua falta de atitude.

16/07/2006

Postar o texto do Oswaldo Montenegro e o poema de Ferreira Gulart, na verdade é uma tentativo de refletir sobre a dualidade humana. Talvez fosse melhor dizer da Multiplicidade humana. Talvez vivamos confinados a um conjunto de determinações consuetudinárias que nos constróem ao longo do nosso crescimento. As convenções nos determinam. Para descobrirmos as inúmeras possibilidades das quais dispomos é necessário vivenciar situações inusitadas. Temos que nos permitir experimentar. Temos que parar de frear tanto nossos desejos. E algumas vezes refreamos até necessidades.
Muitas pessoas que conheço se tornam "pesadas", e é nítida a razão: não se permitem. E como não se permitem, cerceiam as experiências alheias.
No entanto é preciso reconhecer que permitir-se o mergulho em vivências diferenciadas pode ter um resultado desconhecido: pode ser riso, pode ser dor. Poderá ainda ser um misto de prazer e dor. É nessa hora que crescemos. Crescer dói, e muito. Amadurecer nem sempre pode ser um processo tranquilo.
O mais importante é descobrir-se e reconhecer-se: talvez nos surpreendamos. Descobrir-se forte quando se achava fraco, ou o contrário: achar-se inabalável e de repente, descobrir-se frágil, muito frágil.
Sim, falo por mim. Acredito que são poucas as pessoas que conseguem expressar-se sem usar um mínimo da sua experiência.
O que vivi, ou o que estou vivendo é muito intenso. Acho que nasci para ter grandes emoções. Algumas vezes boas, noutras nem tanto.
Ousar viver o diferente não é para comuns. Há de se ter muita estrutura, se não a tiver, ela acabará se construindo.
O que falo e relato não é o que desejo para ninguém. Sofrer não deveria fazer parte do nosso cotidiano. Mas o sofrimento existe: e isso, acredito, nos torna mais humanos, mais sensíveis, mais aberto às coisas, menos censores e mais compreensivos. Mas o mais importante: o sofrimento nos possibilita um autoconhecimento extraordinário, e isso, mesmo que seja com dor, traz um resultado prazeroso.
Não quero que o que escrevo seja confundido com uma apologia ao masoquismo, de forma alguma. Isso é apenas um fragmento minúsculo das múltiplas possibilidades que existem dentro do processo que chamamos de VIDA.

Metade - Oswaldo Montenegro

Digo muitas vezes que não sou bom de escrita. É que certas coisas que queremos falar já estão escritas. Então, discaradamente eu as usurpo a meu favor. Como esse texto do Oswaldo Montengro:


Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste. Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço, Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito. E que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Porque metade de mim é a plateia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

Traduzir-se

Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.

Uma parte de mim almoça e janta: outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte?


Ferreira Gulart

13/07/2006

Sonhos me frustram. Não quero sonhar mais.

Educação não foi feita pra todo mundo.


Não gosto de pessoas cara de pau.


Gosto de pessoas inteligentes, interessantes e com talento. O resto quero que morram.

Acho que não sou um cara inteligente, interessante e com talento.


Acho que vou fazer yoga.

Hoje particularmente me senti muito idiota. (como em muitos outros dias que se passaram).

Estou ouvindo "Dia Branco" do Geraldinho Azevedo.

São só reflexões de um dia em que minha auto estima está muito abaixo de zero.


12/07/2006



Quem saiu ganhando com essa hostória toda do roubo foi o Ákila. Os moradores do prédio concordaram que ele seja o novo guarda do condomínio. O coiso lindo vai ficar agora perto de nós. E tem mais: o condomínio assumiu a responsabilidade pela ração e pelos medicamentos veterinários. (Me dei bem...hehehhehehe...)

Mais Preju

Tem mais coisa que foi levada: toalhas de banho, 3 cuecas, uma calça de moleton que eu a-do-ra-va. Roupas da Neuma e do Everardo e a blusa mais charmosa ( Segundo ele mesmo) do Marcelo.

E tem mais:

Pra minha revolta total levaram os sacos de aipim (mandioca ou macacheira como queiram) que eu ganhei domingo quando estive em Blumenau, da minha irmã Marilene.

susto!!!

Bom, estou em casa quando deveria estar no trabalho.
É que assim que cheguei no trabalho ligaram avisando que o apartamento havia sido assaltado. Bomba! Fui correndo pra casa.
Prejuízo: Levaram metade dos alimentos que estavbam no Freezer, duas bolsas (com certeza foram esvaziadas para colocar a carne), um ferro elétrico, o material de trabalho do Everardo (ele pediu pra não dizer que é o material de cabelereiro que usa pra ganhar um por fora). O botijão de gás foi encontrado no meio do caminho.
O engraçado é que havia dois ferros elétricos, e o ladrão escolheu o que era 110v. O outro de 220 ficou. Ou seja, ele teve tempo de ler e escolher.
Menos mal, o prejuízo foi pequeno. O que fica é a sensação de insegurança daqui pra frente.
Uma coisa me deixou grilado: fizemos compra do mês ontem e enchemos o freezer. Foi sorte ou o ladrão sabia do abastecimento?
Já estou mais calminho. Mas que eu queria (assim como todo mundo) pegar este filho de uma puta do caralho, ah, isso eu queria.

Sim os apartamentos vizinhos também tiveram seu preju.

10/07/2006

Final de semana

A aventura mais louca dos últimos tempos: sair de Blumenau dirigindo em direção à Curitiba e no meio do caminho lembrar que tinha esquecido a carteira de motorista. Virei para o Marcelo e disse: Marcelo, você vai ter que pegar o volante pois esqueci minha carteira. Marcelo (após olhar a carteira): e seu disser que também esqueci.
Situação: eu dirigindo um carro alheio sem carteira. O problema não seria apenas encontrar uma barreira policial (onde certamente o carro seria retido), mas também o risco de um acidente mesmo que involuntário.
Por que do medo? Na última ida a São Paulo (27/06) fui devassado pela Polícia Rodoviária Federal, isso com tudo em ordem.
Foi uma tensão do caralho.
Mas as 8h estava dentro da minha casa. Ufa!

Músicas certas para momentos talvez incertos

Life For Rent
by Dido Armstrong

I haven't ever really found a place that I call home
I never stick around quite long enough to make it
I apologise that once again I'm not in love
But it's not as if I mind
That your heart ain't exactly breaking
It's just a thought, only a thought
But if my life is for rent and I don't learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
'Cos nothing I have is truly mine
I've always thought
That I would love to live by the sea
To travel the world alone
And live more simply
I have no idea what's happened to that dream
'Cos there's really nothing left here to stop me
It's just a thought, only a thought
But if my life is for rent and I don't learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
'Cos nothing I have is truly mine
Well if my life is for rent and I don't learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
'Cos nothing I have is truly mine
While my heart is a shield
And I won't let it down
While I am so afraid to fail so I won't even try
Well how can I say I'm alive
If my life is for rent and I don't learn to buyWell I deserve
nothing more than I get
'Cos nothing I have is truly mine
If my life is for rent and I don't learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
'Cos nothing I have is truly mine
'Cos nothing I have is truly mine
'Cos nothing I have is truly mine
'Cos nothing I have is truly mine

07/07/2006

Eu queria que uma certa coisa acontecesse agora.
Atualmente todo mundo quer vender alguma coisa. Que coisa chata!
Eita vida tacanha!!!!!

06/07/2006

E ainda detesto minha covardia.

E detesto mais ainda quando detesto muita coisa.
Detesto me sentir impotemte e não poder ajudar as pessoas que quero ajudar.

Detesto me sentir manipulado.

Detesto quem não cumpre o combinado.

Detesto falta de clareza.

04/07/2006

E estamos somente na terça feira....

Semana Foda

- Reunião com o Presidente;
- Reunião sobre custos;
- Reunião para estudo do produto;
- Fechamento de relatório;
- Não é esse relatório "queremos outro, diferente";
- Treinamento de tecnologia;
- Estudos de novas ações;
- Ufa....
- Ainda estou com saco....

02/07/2006


Gostei dessa foto.

Para quem não entendeu o por quê da última foto veja agora a faixa em detalhe. (um pouquinho de vaidade não faz mal a ninguém).

01/07/2006

Registros da última viagem

Dirigir 5 horas seguidas, estacionar em frente ao colégio, entrar e dar um curso de 3 horas para 19 professores: é podre. Não recomendo isso pra ninguém. Sem contar que você tem que descer do carro "lindo", inteiraço, e sorrir.

Definitivamente estou enjoando da comida dos restaurantes. E tem uma coisa que tem me irritado muito: pessoas na fila dos buffes que servem-se como lesmas, e dão aquela pegadinha de coisa nenhuma (tipo: colocam feijão no prato mas sentem necessidade de dar mais uma conchada, derramar de volta e colocar no prato um único grão de feijão que sobrou...), haja paciência!!!!

A Paulista continua encantadora, não consigo enjoar. Cada vez, a noite, que caminho nela olho para aqueles prédios e lembro que lá estão os verdadeiros donos do poder: isso é muito louco.

Interessante: não consigo me estressar em São Paulo. Será por que não tenho que estar sempre por lá? Apesar de quê, por mim moraria, é só aparecer oportunidade.

Viagens de trabalho podem proporcionar momentos de turismo: fiquei em Itanhaém (litoral sul do estado de SP) sexta e sábado. Cidadezinha histórica, uma das primeiras do Brasil. Mas comer lá é muito caro. O hotel: meia boca (um prédio histórico lindo, mas os quartos....hummm.... Mas correu tudo bem, a palestra foi bem, aparentemente as pessoas gostaram e fui bem acolhido.

Trilha sonora: Dido (não sabia que ela era tão boa. Fiquei ouvindo por recomendação de um amigo. The Cramberries: não adianta, viajar combina com ouvir Cramberries. tipo cu e cueca, unha e carne, xuxa e arisco...entendem? Resgatei do fundo do baú o cd do Expresso Rural: quem lembra? anos 80 exclusivamente em SC. Não enjôo.

É isso.
O que faz um idiota ficar soltando fogos antes do Brasil marcar um gol? Deve ser aquele tipo que de tanta excitação por estar vendo tantos homens de uma vez só...sai altitando soltando foguinhos...Na verdade ele está confundindo bater uma punheta com o ato de explodir pólvora!!!!