22/10/2010

Deixando bem claro

"Ivo, a fulana falou que a sicrana disse que o beltrano falou que você não gosta dela"

Parece surreal, mas tive que ouvir essa frase essa semana. Então vamos esclarecer uma coisa:

Madame sicrana: não precisa se preocupar. O verbo atitudinal "não gostar" não faz parte do meu vocabulário comportamental - sentimental - cotidiano. Jamais terei a postura de "não gostar" de alguém. O que eu faço é ignorar. Melhor assim.

Aos 45 anos não dá pra perder tempo gastando fosfato com o fato de "não gostar" de alguém. É preferível dar atenção e gastar toda e qualquer energia com pessoas que gostamos, admiramos por suas atitudes maduras e inteligentes. Essas me interessam. Não tenho tempo para a mediocridade, a futilidade de pensamento, ou para pessoas com opiniões razas sobre as coisas. Procuro observar aqueles ou aquelas que agem e pensam de maneira interessante e competente, ou que falam e fazem coisas bacanas, seja no trabalho, com amigos, ou em qualquer lugar em que estejam.

Pessoas inteligentes me interessam, o resto prefiro que explodam.
Portanto, madame sicrana, digo e repito: não se preocupe se estou gostando ou não de você. Isso não existe. Aliás, você não existe.  Entendeu?

10/10/2010

TWITORKBOOK......

Duas décadas atrás, havia em Brusque, cidade onde me criei pessoal e profissionalmente, um bar chamado Beira Rio. O sucesso do Bar era tanto que procuravam explicações para entender o fenômeno. A maioria concordava que uma das prinsipais razões para  tamanho êxito estava na localização (além do bom serviço, é claro). O bar ficava numa avenida muito movimentada e os frequentadores podiam ser vistos. Ou seja, muitas pessoas frequentavam o lugar pois seriam alvo de comentários no dia seguinte. "Ele(a) estava no Beira Rio". As pessoas queriam ser vistas, alcançar algum destaque, aparecer.
Hoje observando os escritos nos twitters, facebooks e orkuts, vejo quase a mesma coisa. Pessoas se expondo para serem vistas. Alguns se comunicam. Outros falam para ninguém. Mas a maioria tem o mesmo objetivo: aparecer. Ser alguém na multidão. De preferência com algum destaque. Frases de efeito e fotos são usadas como recursos para chamar atenção. Alguns optam por colocar a vida pessoal na vitrine.
Há ainda a disputa pelo número de seguidores ou número de pessoas relacionadas como "amigos", a maioria desconhecidos.
Os textos mais comuns tentam mostrar que o usuário está bem. Tem algum sucesso em alguma coisa, está frequentando os melhores lugares de cultura e diversão. Há uma febre para se mostrar bem sucedido.
Com tudo isso a fantasia virtual torna-se real. O que a pessoa projeta nos escritos acaba se tornando uma verdade  para ela, mesmo que não verdadeira.
Muitas são as falas sem eco. Muitos os que falam, poucos os que ouvem. Gente demais falando para outros. Poucos falando para si mesmos.
Assim, o mundo dos escritos das redes sociais acaba ficando parecido com o o real: muito se fala, pouco se aproveita. Conhece-se muitas pessoas, mas um número mínimo são verdadeiramente próximas.
As pessoas continuam cada vez mais solitárias, assim como na vida real, com oritmo que o mundo impõe a todos.

06/10/2010

PANELEIRAS DE VITÓRIA

Hoje numa folga do trabalho, aproveitei para conhecer o galpão das Paneleiras de Vitória. Culturalmente muito divulgado e parece-me que constituem um patrimônio cultural da região.Aparentemente o trabalho é muito bacana, As senhoras que lá trabalham muito simpáticas. Fui disposto a comprar uma panela dessas mas acabei recuando.Como minha colega comprou três, deixei que ela desse o lucro para a associação.
De minha parte achei que acabaria comprando uma coisa que nunca usaria. Bonitinha, legalzinha, mas quando eu usaria aquilo? Quando quero comer uma peixada vou direto ao restaurante. É mais prático. Fazer peixe em casa é meio trabalhoso.
Ademais, se eu quiser cozinhar uso minha panela comum que tenho. Por que tem que ser a de barro? Me parece meio uma coisa de retrocesso. Se já fizeram panelas de aço, porque usar de barro que quebra fácil. É o mesmo que insitir em comer comida japonesa com palitos. Por que não o garfo, que afinal de contas é uma evolução tecnológica humana.
Eu e uma senhora que fabrica e vende as panelas




as panelas

03/10/2010

FESTA DA DEMOCRACIA.

´Também estou participando da festa. A contra gosto, obrigado, à força. É o tipo da festa pobre para a qual convidam todo mundo. Tem muita palhaçada, muita sujeira, muita gente que não sabe se comportar, enfim, todos os ingredientes que há em qualquer festa popular.
O problema será a ressaca. O que vem depois.
O voto é tão secreto, tão secreto, que nem os próprios eleitores lembram depois em quem votaram. E se lembram, acabam negando depois que seu eleito começa a mostrar sua falta da ética e desreipeito ao povo brasileiro.

Parafraseando Cazuza:

(Não) me convidaram


Pra essa festa pobre


Que os homens armaram pra me convencer


A pagar sem ver


Toda essa droga


Que já vem malhada antes de eu nascer



http://www.vagalume.com.br/cazuza/brasil.html#ixzz11JhAe38P

01/10/2010

Simpatia para se livrar de engarrafamento

Hoje na volta pra casa foram dois engarrafamentos.
No primeiro tentei fazer aquela pose de "tudo bem, estamos indo pra casa, fim de semana" . Esse tipo de coida pra relaxar.
No segundo irritou.
Botei a cara pra fora da janela do carro e saiu o grito:

"put a keep are you
put a keep are you
put a keep are you"

não é que a fila andou. Funcionou.
Fica aí a dica pra quem quiser se livrar do congestionamento.