17/11/2012


Acumule muito

Muito dinheiro,

Boa imagem,

Segurança,

Bens, muitos bens.

Acumule o medo de ser.

Junte seus sentimentos e os tranque onde ninguém possa ver ou sentir.

E ao final de tudo, quando achar que foi aceito,  a única coisa que verá não ter acumulado é a realização de ter vivido.

Todos aplaudirão pelo que você quis que elas vissem de você.

E o único aplauso que faltará será o seu.

 

15/10/2012

SOU PROFESSOR, MAS PAREM DE ME CHAMAR DE “COITADINHO”



A todos aqueles que acham que o dia de hoje é dedicado aquelas criaturas que não “souberam fazer outra coisa na vida” e por isso tornaram-se professor, vai um aviso:


Pessoal do Pio XII de Vila Velha
A maioria de nós professores o é por convicção, por escolha e vocação. Assumimos as dores e as belezas da profissão (todas têm as suas). Se alguns colegas, por infelicidade, ou por uma questão pessoal qualquer,  posaram de “coitados”, isso não se aplica a classe. Somos uma categoria de RAÇA,  encarando de frente a desvalorização social que é o que mais dói. Não venham nos falar que é problema dos governantes, pois estes são delegados pelo povo. E se o povo opta em votar em quem não nos valoriza, não tentem se eximir dessa responsabilidade.


Não somos coitados, somos lutadores e sabemos olhar a vida com olhos de profeta:  Aqueles que “enxergam” o futuro que virá, e trabalham para modificá-lo, caso algum sinal demonstre algo não bom para a humanidade.


Turma de heroínas do CEAB - Rio de Janeiro
Não somos coitados: somos aqueles que tentam passar informações para que os alunos as usem para criarem soluções interessantes para os problemas que encontram.

Somos aqueles que tentam mostrar caminhos para os que não os encontram e a melhor maneira de transitar por ele.

Somos aqueles que gastamos nosso tempo extra pensando nas melhores soluções para melhorar a aprendizagem de quem está nas escolas.

Somos aqueles que bebemos litros de paciência para ouvir pais, mesmo aqueles que se acham cheios da razão e acham que entendem de educação mais do que qualquer outra criatura do planeta.

Não somos coitados:  “coitadinhos” são aqueles que insistem em freqüentar a escola buscando parque de diversão. Ou aqueles que desejam “um precinho mais barato” para por o filho em escola particular. São aqueles que insistem para que o professor use metodologias retrógradas e que não enxergam que a Educação mudou e  se modernizou.

Somos professores, com orgulho e sabemos aproveitar a vida como ninguém. Trabalhamos muito, sim. Não somos milionários. Mas isso não nos faz pessoas dignas de "pena".

 Não é o salário ( que obviamente sempre pode ser melhor) que nos faz ser menos ou mais importantes. Somos importantes porque somos uma categoria privilegiada que consegue ajudar as pessoas a alcançarem o complexo mundo do conhecimento.

Portanto, parem de nos olhar como se fôssemos “coitadinhos”, e veja se você não foi um daqueles que menosprezou tudo que tentamos ensinar: isso sim fará de você um coitadinho.

 

11/05/2012

BONNIE - A "NÊGA GORDA"....

Não saia de seu berço antes das 10h da manhã.
Não pisava em grama úmida.
Ração sem patê de fígado, caldo de feijão ou um pouco de café, nem pensar.
Só deitava em lugar muito limpo.
Não gostava que olhassem pra ela enquanto fazia cocô.
Dentro de casa não desgrudava um minuto da perto da gente.
Tinha uma cara antipática e botava medo em estranhos.
Amigos próximos afirmavam que ela "falava" (há testemunhas que afirmavam tê-la visto pedir água).
Tinha um olhar inquisidor na hora da comida.
Exigia carinho mas nunca foi capaz de dar uma lambida.

Mesmo com tudo isso, achávamos que era a cadela mais linda, carinhosa, engraçada e companheira que pudesse existir.
Como pode a gente amar uma criatura dessa por treze anos?
Ótimas lembranças, vazio e saudade foi o que ficou da eterna companheira do Zé.

01/05/2012

Chique é ficar em casa.

Com o maior respeito a todas as opções de  vida possíveis e existentes que todos fazem, e cada um faz o que bem entende  e não deve satisfações a ninguém. Em era de narcisismo exibicionista, infiltrado no aparente crescimento econômico e na hipotética melhora da qualidade de vida dos brasileiros, está cada vez mais comum ver pessoas “se jogando” na farra de viagens e gastança exarcebados.
Frequentador assíduo de aeroportos que sou, por causa do trabalho, afirmo que o último desejo nos meus momentos de folga e lazer é viajar¹. Acabo por concordar com Luiz Felipe Pondé,  quando afirma que “o mundo  virou um grande churrasco na lage.”.  Assim também os aeroportos, os pontos turísticos e toda sorte de lugares e “points” que a alardeada “nova classe C” ( não conheço termo mais preconceituoso que esse e as classes B e A não são muito diferentes, por mais que queiram ser) passou a freqüentar. Tudo vira confusão e vitrine para exibição da falta de bons modos e da pouca educação.  Nem me deterei no que penso a respeito de Shopping Centers.
Convictamente acho chique e elegante ficar na minha casa, assistir um bom filme, ir a padaria e caminhar na orla próxima daqui. Respeito os “animados” mas gosto de tranqüilidade. Por mais que eu viaje, não encontro lugar mais tranqüilo e que me deixe mais centrado que ao lado daquilo e daqueles que gosto.  Isso é o que eu entendo por qualidade de vida:  Poder conversar com amigos,  meu vizinho, ou com o amigo de boteco sobre rumos da política brasileira (descompromissadamente),  as agruras do futebol ou outras amenidades que servem apenas para interagir.
Podem dizer que estou ficando velho. Ou acomodado. Fato é que gosto de paz: e isso não se acha, se constrói.
¹Excessão: só uma coisa me faz ignorar o desprazer de ir a aeroportos que é visitar minha família, pelos quais tenho amor incondicional

06/02/2012

UMA GRIPE, UMA PARADA

E eis que pela primeira vez em minha história profissional me permiti parar o trabalho por causa de uma gripe. Tá certo que  não era uma gripe qualquer: houve febre, muitas dores no corpo e micos como no colégio de Itaguaí em que eu falava com professores e me perguntaram seguidamente se queria que chamasse ou ligasse para alguém porque viam meu estado. Lá me ofereceram lenços de papel aos montes, pois eu suava muito, faltava o ar e era transparente o estado  de "quase desmaio" (esta última expressão é por minha conta pra dar mais dramaticidade a história).
Fato é que o médico falou que eu estava beirando uma pneumonia. Ohhhhhh!!! Susto. Nebulização, remédios e repouso......Acrescente-se a isso minhas receitas pessoais para melhorar: canja de galinha, chá de gengibre com hortelã ( adoro) e xarope Bronquivita ( está em falta no mercado e tomei um expectorante a base de Guaco).
Estou de pé de novo e não pronto pra outra que eu não estou afim de me adoentar de novo.
Brincadeiras a parte, importante lembrar de vez em quando do mais óbvio: do cuidado com nós mesmos. Minha educação germanico-cristã me impeliu sempre para superar minhas dificuldades, mas não me ensinou o auto cuidado. Dois dias de repouso e pude perceber o quanto foi bom para poder continuar  na ativa. Se não o tivesse feito, estaria aqui com resquícios da famigerada influenza e reclamando de como a vida é cruel.
A lição que fica no resumo da ópera: pense sempre nos outros, mas cuide de si primeiro. A princípio muitos podem reclamar por causa da interrrupção dos trabalhos, ter que reprogramar tudo. Mas é preciso lembrar que se você desaparecer por causa de algo mal cuidado como uma gripe, não exitarão em chamar outro e colocar rapidinho no seu lugar. Sendo assim, fica uma das lições mais clichês que se pode ter: primeiro eu! E quando eu estiver bem, cuidarei de vocês.

05/02/2012

da série: Pensamentos aleatórios

Coisa complicada é querer entender o amor.
Acho que começo a concordar com os poetas que dizem que ele acontece e se sente. Pronto. Assim...
do tipo "fogo que arde, sem se ver"..e por aí vai. Não sei, confesso que nunca entendi. Mas acho que já senti.
As vezes penso que quem viveu um grande amor cria barreiras para não viver outro. Outras vezes penso que a intensidade é tanta que se acaba por esperar um sempre maior. E vai ficando mais difícil encontrar.


De tão bom que foi ficamos a comparar os outros. Tá certo isso?
Amor tem tempo? Muito ou pouco?
É merecimento? Ou abertura?
 Amor exige luta, ou vem naturalmente? ou os dois?


Será possível ser feliz em saber-se amado mesmo quado não há encontro de corpos? Talvez console, mas não é tudo.


Muita pergunta pra pouca resposta.

02/01/2012

TODAY

Primeiro dia inútil do ano e ainda de folga. Muita chuvae frio. Dia de home cinema do tipo vale-a-pena-ver-de-novo: Tropa de Elite 2 e The Insider (O Informante). O segundo com Russel Crowe sobre a história de um alto executivo que faz denúncias sobre a indústria de tabaco nos EUA. Os dois filmes, coincidência ou não, possuem pontos convergentes. Nenhum arrependimento nas escolhas.


Final da tarde hora de dar aquela passadinha na padaria do centro e encontrar uma falsa loura mal educada furando a fila do pãozinho falando alto se fingindo de íntima do dono da padaria (será que era mesmo). Ô guriazinha mal educada.


Volta pra casa caminhando pela orla.
Em casa café fresco, pãozinho com manteiga e internet.
E achuva continua abundante.
Ces't la vie. Saisir le lour!!!!!

Rio, Melhor reveillon do mundo?

Pois bem, o Rio de Janeiro leva o título de melhor Reveillon do mundo. Que beleza. Nada mais justo, uma vez que a população compareceu em massa e os gastos com os aparatos foram tão ou mais altos que os fogos puderam atingir.
Mais um motivo para as "autoridades locais" se ufanarem da monstruosa beleza da Cidade Maravilhosa. E ela realmente o é. Mas poderia ser mais. Uma geografia tão deslumbrante poderia ter um povo melhor. Mais educado. A quantidade de lixo deixada nas prais pelo movimento das festas aumentou em 25% em relação aos anos anteriores. Lamentável não ser esse um fato isolado relacionado às festas de final de ano. O lixo é uma constante durante o ano inteiro. Ah, mas isso não interessa. Importa que a festa foi boa.
O estado do Rio de Janeiro recebeu o honroso título de 26º lugar em Educação no Brasil. Ah, mas isso não importa. Importa que estão vindo aí a Copa e as Olímpiadas, não é mesmo? Importa é que o caminho onde passam os turistas esteja bem aparentado. Opa, atenção: está terminantemente proibido fazer estatísticas de assaltos, furtos e outras coisas mais que percorrem nosso dia-a-dia e principalmente falar disso durante as efusivas festas.
Tem mais uma coisa, o Governador falou que está com vergonha por ocupar um lugar tão ruim no ranking da Educação. Alguém pode avisar a ele que é ele o responsável por isso?
E assim vai se vivendo: de títulos em títulos, ofuscando a podridão e a miséria econômica e de espírito que reinam absoluta nos porões da cidade.
Até quando esse estado vai manter sua vocação de "Maquiar" tudo e continuar vivendo de aparências? Por que tanto medo de encarar a realidade como ela é?